sábado, 25 de fevereiro de 2012

Escrito semana passada...

                O Presente é um Dom

                Resolvi viver, bem, a nova vida que se apresentou a mim... Com tantos caminhos, sem querer, finalmente, escolhi o caminho certo. Apaguei imagens antigas, abortei planos do passado, mudei a cor predileta, retomei sonhos de sempre e escolhi ser feliz.
                Eu posso... Posso respirar fundo e sentir paz. Posso entender simplesmente que tenho um futuro lindo pela frente. Posso levar só aquilo que eu quiser nas malas, por isso parei aqui... Para pensar, para decidir, para rasgas algumas fotos, para tirar umas coisas que estavam pesando na bagagem, preciso das mãos livres pra escrever, gesticular, cumprimentar e abraçar.
                Eu sinto... Sinto o cheiro novo, sinto o ar puro, fresco... Cheiro bom de presente e de futuro.  Até me perco, sozinha, nos suspiros fundos de serenidade e me encontro em poucas lágrimas de paz, lágrimas que me pareciam desaparecidas, estão bem aqui, dentro de mim.
  Eu quero... Quero novos sons, novas paisagens, novas fotos e novas passagens. Quero o novo tom do dom que a vida me deu. Quero seguir, sem medo e com o jardim trancado... Vou acabar presenteado alguma menina assustada que precisa de amparo com meu belo esconderijo porque eu entendi. O jardim era só uma passagem da garota que precisava se esconder, não quero mais, quero a viagem inteira, a vida toda, às vezes esperta, às vezes tola, mas eu tô aqui... feliz, inteira e certa de mim.
Quando a gente menos espera e mais precisa a vida surpreende a gente. Tô tão livre, meu céu está tão lindo, e as escolhas que passaram não podem machucar mais. Vou cumprir o que prometi pra mim.

Porque eu bem sei os pensamentos que tenho a vosso respeito, diz o SENHOR; pensamentos de paz, e não de mal, para vos dar o fim que esperais.
Jeremias 29:11

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Escrito há dois meses!

         "Se tem novo pra viver, é preciso deixar o velho passar!"

          Eu penso tudo o que eu tenho para pensar, todas as hipóteses e pensamentos ruins sobre o assunto que vêm a minha mente, ou eu cesso, não deixo se desenvolver? Não é mais um problema meu, ou ainda é? Fez parte de quem eu sou! Eu sigo como agora? Aliás, eu sigo? Sabe o que é... Havia umas borboletas em meu jardim que por um tempo achei serem as mais lindas, o que dava mais beleza a ele, e de repete me dei conta de que não eram para serem minhas mais, elas não me pertencem, eu sei que não são mais minhas, mas eu não sei se está tudo bem. Elas se foram e eu deixei.
            Prefiro acreditar que as pessoas não machucam a gente de propósito, senão acabo me machucando mais. A verdade é que pra seguirmos às vezes é necessário desfazer de algumas coisas. Eu faço o que for preciso. E se sentir que é necessário parar um pouco eu paro. Ainda não sei se sofro tudo ou se tento deixar pra lá. Tô aqui sentada, do lado de fora do jardim olhando para o meu céu e respirando fundo, num susto, toda vez que lembro.
          Eu sei que vai passar, tanta coisa já passou, eu sei que vai ficar tudo bem com meu jardim, mas eu não tô muito interessada nele agora. Tô em paz aqui fora com o meu céu, que ajuda a me localizar em qualquer lugar que eu estiver. Como meu amigo disse não é porque tomei uma decisão que ela não vai doer, mas não é porque dói que ela está errada.
          Qual o próximo passo? Não sei, tô aqui esperando as coordenadas, só me garanto que não dou um passo se não entender que é o que Deus está me falando pra fazer. Vai ficar tudo bem. A noite tem estrelas e de dia lindas nuvens e o sol, meu céu me faz companhia.

E ninguém põe vinho novo em odres velhos; de outra sorte, o vinho novo romperá os odres e entornar-se-á o vinho, e os odres se estragarão.
Mas o vinho novo deve ser posto em odres novos, e ambos juntamente se conservarão. (Lucas 5:37,38)

Quero viver o novo de Deus!

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Me peguei pensando... pra variar

Escrevi esse texto ano passado, depois do meu aniversário em novembro. Me lendo aprendi mais de mim e quis compartilhar com o mundo. Aí está:


               Me peguei pensando na vida, meditando em algumas passagens da Bíblia, me peguei tentando entender o todo. Sabe... Um tanto nessa vida é mentira, um tanto nessa vida é verdade, um tanto nessa vida é paixão, um tanto nessa vida é bobagem, um tanto nessa vida é passagem, um tanto na vida é bagagem, um tanto nessa vida é ilusão, um tanto na vida é vaidade.
                Me peguei pensando em mim de novo, na nova fase em que a vida chegou. Sempre ouvi falar que eu era madura pra minha idade, isso desde criança. Na escola algumas amigas eram mais velhas e as tias sempre me pediam conselhos. Sempre pareci, e era mesmo, responsável, procurava ser a primeira da sala e levava a vida leve e correta. Não me arrependo em nada a vida do jeito que levei, era feliz sendo quem era. Aliás, sou feliz sendo quem sou. Mas é que agora não há mais muita escolha, tenho que ser madura e pronto, e é assim que gente adulta vive a vida, não é?
                Me peguei pensando, ouvindo, escrevendo e falando... Me peguei refletindo em quem se é. Cada tarde é uma tarde e a mesma tarde acontece de um jeito único a cada um de nós. Nunca duas pessoas vão viver exatamente a mesma coisa, ainda que estejam envolvidas na mesma situação cada um está de um lado, cada um está em uma posição, cada um tem uma visão.
                Me peguei perguntando pra mim o que é que tinha de novo... Nada não, nada novo debaixo do sol. Aos ouvidos um som, bom, melhor que o de outrora, mas isso o que importa agora? Me peguei concluindo, afinal, o quanto madura eu sou.Talvez, no fundo, eu seja uma criança, como um amigo me disse a pouco, talvez não.
                Pelo que agradecer a Deus nesses 26 anos de idade? Por Ele na minha vida, por minha saúde, por minha família e por uns poucos, pouquíssimos, amigos bons. Tem o trabalho, minha fuga nas horas difíceis, meu prazer nas horas fáceis. Tem outras coisas mais deixa pra lá... E falando em coisas, quanta coisa mudou de um tempo pra cá. Tem coisa que melhorou, tem coisa que mudou porque tinha que mudar, tem coisa que em minha opinião devia voltar, tem coisa que não, pelo amor de Deus, tem coisa que tá melhor pra lá... E de tudo o que me resta é, então, continuar a entender quem eu sou, qual meu tom, qual meu dom.
                Eu aceito, aceito a vida como ela se apresenta a mim... e sigo assim. Meu jardim não tem menos flores e eu não deixo de admirá-lo só porque faz frio em plena primavera. E o coração? Ah, esse não briga mais com a razão... Esses dois extremos em mim aprenderam a se ouvir e a acordarem entre si. Hoje escolhemos ouvir a razão, amanhã, quem sabe, escolhemos ouvir o coração. Ah, a conclusão é que continuo me esforçando pra não ser nada mais, nada menos do quem eu sou.
Me peguei tentando decidir o que aprendi e entendo que prendi demais... Sigo em paz!

sábado, 3 de dezembro de 2011

Dá Licença. Tô com pressa

                Acordei cedo com o pensamento onde fui dormir, e segui, porque tinha, porque foi isso que eu escolhi. Tive de driblar para chegar ao meu destino, passei pelo velho, pela moça com a criança e pela senhora de bengala... E essa sensação? Acho que esqueci alguma coisa. Isso tem a ver com aquele pensamento, né? Acho que tem sim. Essa semana vou pegar um gatinho... Mas enfim, fui driblando o mundo com passos rápidos, se largos ou curtos eu não reparei, tava com pressa não prestei essa atenção em mim. Passei reto, não deu pra falar com todo mundo. Beijo no rosto? Não, oi de longe, estou atrasada... Música boa no meu fone, mas me faz ficar ainda mais desatenta ao mundo, muito boa essa musica... Vixi... Passei pela faxineira sem cumprimentar, vou voltar pra dar oi. E esse sentimento de ausência, tá faltando o quê? Quê eu tô esquecendo? Mas tenho que ir, tô com pressa.
                Gente grossa, nem fala olá. Enfim, vamos lá que ainda tem muita coisa pra hoje. Vou pegar uma gato, já falei? Então, essa noite sonhei com pessoas especiais, sonho bom de um tempo gostoso de já passou ou que ainda há de vir, não consegui distinguir. Dá tempo de mais música? Não dessa daí, quero minhas músicas. Vida real batendo na porta, chega de diversão, borá se divertir com o que tem pra hoje que a vida é curta e passa “batido” se a gente não usar, só há uma chance de aproveitar... um segundo nunca mais volta, um sorriso nunca mais será do mesmo jeito pelo mesmo motivo. Que saudades! Mas deixa prá lá, tem tanta coisa ainda... Tô tentando, vou me concentrar em desconcentrar. O que eu quero? O que é mais importante? Qual a importância do momento? E esse texto que começou a se formar desde cedo e não sai da minha cabeça? Esqueci alguma coisa, tô sentindo isso. Tem dia que é mais fácil, tem dia que é mais difícil a noite, mas tenho que seguir, mas o que eu quero de mim?
                E meu gato ehim? Quando chega? Vou pegar um gatinho, já falei? Tô com pressa, dá licença? Tenho que ir, que seguir... Não dá tempo de muita coisa, tem coisa que eu prefiro deixar pra lá, prefiro não entender, não quero questionar. Tem sentimento que eu não vou deixar brotar, desenvolver, sumir e nem vou querer entender. Deixei algo lá trás que deveria estar aqui, eu sinto, mas eu não vou, pelo menos agora, fazer nada pra mudar isso. Dá licença? Tô com pressa.
                Queria que algumas situações fossem diferentes, que os olhos sorrissem como antes, que aquele sorriso voltasse a trazer paz, mas acho que agora, por nada ou por tudo, tanto faz, porque eu tô com pressa.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Passos de Hoje

Acho que o problema são os passos... Nos passos de sempre percebi os passos de todo dia com a esperança de passos futuros e com a preocupação de não caminhar os mesmos passos errados de outrora. Eu quero passos de paz, passos de alegria, passos de certeza, passos largos, passos curtos, passos rápidos, passos lentos. Como saber qual o melhor passo, qual o passo certo para o momento?
Ai ai... Meu céu, meu jardim, parece inverno apesar da primavera, céu nublado, mas mesmo assim me faz bem.
Intensidade, calmaria, estabilidade, instabilidade contradições de mim. Qual é o problema? Ter problema é um problema? Sei lá... E os passos, como estão meus passos? Passos lentos, sem vontade de chegar, passos rápidos pra nem ver passar? Olhos abertos, bem abertos, ou fechado e apertados? Suspiro fundo, um bocejo, porque o incerto faz ansiar mas também é a esperança de dar tudo certo?
As vezes só, as vezes tão só, as vezes é assim que preciso ficar. As vezes sentido o vento frio. As vezes percebendo olhares de fúria ao meu redor... Deus, cuida de mim? Sim, e Ele faz comigo como fez com seu povo:

Achou-o na terra do deserto, e num ermo solitário cheio de uivos; trouxe-o ao redor, instruiu-o, e guardou-o como a menina do seu olho.
Deuteronômio 32:10

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Não Expectativa

          Constatei que vivo melhor em minha não expectativa de entender o mundo. Sem expectativas, sem frustrações. Mas é só constatação por enquanto... Ainda me sinto imatura demais e emocional o suficiente para não conseguir ser o quão fria julguei necessário. Ainda acredito demais, ainda espero demais, ainda amo demais, ainda confio demais, ainda sofro demais. Mas muitos dizem que o primeiro passo é reconhecer, se isso é real tô no caminho certo. E essa é a minha esperança de viver um futuro menos assustada e preocupa com reações de tanta gente de perto e de tanta gente de longe.
          A verdade é que nosso coração se equivoca e que sem discernimento podemos ser enganados. Mas no fundo ainda tenho mesmo fé de que há muita gente boa espalhada por aqui, por aí... Fazendo toda diferença nessa selva de pedras que é a vida real.
          Não dá, embora vontade eu tenha, pra viver o tempo todo só fechada na segurança do meu jardim. E não acho justo comigo deixar de conhecer tudo de bom que tem lá fora só porque eu quero proteção... Bóra lá viver com os riscos e rabiscos que a vida tem pra mim.

http://www.youtube.com/watch?v=0Cz7CYI4OHo

domingo, 24 de julho de 2011

Hora de trancar o jardim


“Se você olhar bem, verá que o mundo todo é um jardim!”
(O Jardim Secreto)



        O que eu quero pra hoje, pra agora, para os tempos em que estou vivendo? São tempos de calmaria, tempos em que estou mais forte, [quase] mais segura, mais satisfeita. Isso tudo me traz inquietação, porque não deixei de querer mais. Posso ficar por aqui, quieta... cuidando das mesmas flores, usando o mesmo balanço, sentindo a mesma brisa, curtindo o mesmo lago, as mesmas borboletas, fazendo exatamente essas mesmas coisas. Tá tudo, aparentemente no lugar, tá tudo caminhando. Não tem furacão lá fora, não tem tornado tentando me assustar... mas insisto... tem uma inquietação fazendo querer mais.
      
       Quero novos sonhos, quero novas realizações, se for necessário que venham as guerras, que venham novas bifurcações, estações desconhecidas no trem da vida. Acho que vou sair... me preparar pra trancar o jardim por uns tempos... vou atrás de novas sementes, quero flores e plantas novas pra cultivar, vou atrás da sensação que tem a brisa em outros lugares, quero outros lagos pra me refrescar, quero comprar um balanço novo... vou em busca de sabores diferentes para experimentar.

       Existem coisas que eu deixei pra lá, mas ainda preciso resolver, existem coisas que já nem fazem diferença nenhuma, mas tem tanta coisa desconhecida para explorar. Acho que tá na hora de arrumar o quarto da bagunça, de tirar a poeira varrida pra debaixo do tapete, tá na hora de enfrentar algumas decisões que eu tinha achado melhor esperar. Tem coisa que machucou [e que machuca] muito. Tem coisa que vou continuar a deixar pra lá. Tem cosa que não vale a pena. Tem coisa que merece um ponto final. É, tá hora de voltar a me aventurar em busca de vida. A vida é linda, é repleta de coisas boas e existe lição em tudo o que eu passar.

       No fim, o que eu quero é ser ainda mais feliz, e decidir ainda mais caminhos para andar, no fim eu quero ainda mais metanóia, ainda mais daquilo que Deus tem pra mim.