sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Me peguei pensando... pra variar

Escrevi esse texto ano passado, depois do meu aniversário em novembro. Me lendo aprendi mais de mim e quis compartilhar com o mundo. Aí está:


               Me peguei pensando na vida, meditando em algumas passagens da Bíblia, me peguei tentando entender o todo. Sabe... Um tanto nessa vida é mentira, um tanto nessa vida é verdade, um tanto nessa vida é paixão, um tanto nessa vida é bobagem, um tanto nessa vida é passagem, um tanto na vida é bagagem, um tanto nessa vida é ilusão, um tanto na vida é vaidade.
                Me peguei pensando em mim de novo, na nova fase em que a vida chegou. Sempre ouvi falar que eu era madura pra minha idade, isso desde criança. Na escola algumas amigas eram mais velhas e as tias sempre me pediam conselhos. Sempre pareci, e era mesmo, responsável, procurava ser a primeira da sala e levava a vida leve e correta. Não me arrependo em nada a vida do jeito que levei, era feliz sendo quem era. Aliás, sou feliz sendo quem sou. Mas é que agora não há mais muita escolha, tenho que ser madura e pronto, e é assim que gente adulta vive a vida, não é?
                Me peguei pensando, ouvindo, escrevendo e falando... Me peguei refletindo em quem se é. Cada tarde é uma tarde e a mesma tarde acontece de um jeito único a cada um de nós. Nunca duas pessoas vão viver exatamente a mesma coisa, ainda que estejam envolvidas na mesma situação cada um está de um lado, cada um está em uma posição, cada um tem uma visão.
                Me peguei perguntando pra mim o que é que tinha de novo... Nada não, nada novo debaixo do sol. Aos ouvidos um som, bom, melhor que o de outrora, mas isso o que importa agora? Me peguei concluindo, afinal, o quanto madura eu sou.Talvez, no fundo, eu seja uma criança, como um amigo me disse a pouco, talvez não.
                Pelo que agradecer a Deus nesses 26 anos de idade? Por Ele na minha vida, por minha saúde, por minha família e por uns poucos, pouquíssimos, amigos bons. Tem o trabalho, minha fuga nas horas difíceis, meu prazer nas horas fáceis. Tem outras coisas mais deixa pra lá... E falando em coisas, quanta coisa mudou de um tempo pra cá. Tem coisa que melhorou, tem coisa que mudou porque tinha que mudar, tem coisa que em minha opinião devia voltar, tem coisa que não, pelo amor de Deus, tem coisa que tá melhor pra lá... E de tudo o que me resta é, então, continuar a entender quem eu sou, qual meu tom, qual meu dom.
                Eu aceito, aceito a vida como ela se apresenta a mim... e sigo assim. Meu jardim não tem menos flores e eu não deixo de admirá-lo só porque faz frio em plena primavera. E o coração? Ah, esse não briga mais com a razão... Esses dois extremos em mim aprenderam a se ouvir e a acordarem entre si. Hoje escolhemos ouvir a razão, amanhã, quem sabe, escolhemos ouvir o coração. Ah, a conclusão é que continuo me esforçando pra não ser nada mais, nada menos do quem eu sou.
Me peguei tentando decidir o que aprendi e entendo que prendi demais... Sigo em paz!

5 comentários:

  1. oi jacqueline amigas maressa sim
    teamo beijos obrigada linda beijoss

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  2. sei-lá ser madura o tempo todo é muita pressão não?fazer molecagem de vez emquanto é bom nos faz sentir vivo

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  3. Engraçado. me identifiquei muito nesse texto ..nessa coisa d dsde cedo. tdo mundo tbm me achar madura...ainda to aprendendo a lidar c isso.....

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